sexta-feira, 28 de outubro de 2011

— você devia ter corrido atrás de mim, sei lá, feito alguma coisa pra eu não desistir. eu me arrependo tanto.
— eu corri sim senhor.
— por que eu desisti então?
— você ainda ficou bravo e disse que eu estava atrapalhando…
— eu não disse isso, se disse, não lembro. a verdade é que eu quero tantas coisas e, por querer demais, eu acabo sem nada nem ninguém. será que isso é errado? querer muitas coisas? essa impossibilidade é ruim, amigo. assim as coisas ficam tristes. e outra, eu tô precisando de um renovo. não quero voltar atrás, não é isso. não quero correr atrás do tempo perdido porque sei que vou encontrar. apesar de sentir falta do “antes”, voltar é chato. eu quero as coisas de antes, mas agora, entende? não sei se você entende. até eu tô confuso agora, tô triste também. mas me ajuda? já chorei muito e não quero mais. chorar também é chato, ainda mais sozinho. tá, eu sei que você tentou uma vez, mas tenta de novo? não desiste, vai ser difícil, eu sei e você também tem que saber. é que eu só preciso que alguém que discorde de mim quando eu pedir pra se afastar. você me entende, não entende?

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