- CHAMADA RESTRITA DE UM PSICOPATA
- - O telefone toca 1, 2, 3 vezes e então ele atende.
- - Alô!?... quem fala?
- - "PRESTA ATENÇÃO! você não me conhece, você não sabe meu nome, e nem irá saber, você nunca me viu andando por ai, nunca cruzamos o caminho um do outro, mas eu estou desesperado, achei seu numero em um velho catálogo e resolvi ligar. Estou prestes a cometer suicídio e precisava falar, gritar que fosse pra alguém. Você não sabe como é viver com essa culpa, como é não ter ninguém pra compartilhar nada, como é viver nesse mundo insano, e ter na mente coisas terríveis. Dormir não é meu refugio, tenho terríveis pesadelos sempre com as mesmas pessoas, as mesmas mortes, as mesmas coisas. Eu não tive culpa, tinha que ser feito, ela não me amava mais, e ele também era um filho ingrato, eu tentei ser o melhor pra todos, tentei dar tudo de mim, mas sempre riam da minha cara, faziam pouco caso, me criticavam! a dois dias eu fiz, matei ela enquanto ela dormia, e ele afogado na banheira de casa, tudo bem, eu olhei nos olhos dele e disse que o amava. Ela gritava como uma prostituta a cada facada que eu dava nela, e eu sorria, e me lambuzava de prazer, afinal, eram eles que iriam pagar, que precisavam pagar por tudo o que já fizeram comigo. Estava feito, dormi com os dois do meu lado, eles estavam mudos, a carne fria e aquilo me reconfortava. Diga a todos que eles estão aqui, no porão debaixo de uns sacos qualquer... Até logo.
- - Do outro lado da linha, ele escuta alguns passos e então ouve um tiro.
- - O TELEFONE FICA MUDO.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
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