terça-feira, 11 de outubro de 2011
Prometi pra mim mesma que não vou mais sofrer com a falta, não vou mais morrer de desgosto. Prometi que não vou gastar lágrimas do meu armário, te ofereço um sorriso, pra te matar aos poucos com a minha felicidade aparente. É pra você ver que eu também posso ter mentido, que eu posso ter omitido, é pra você ver que eu podia não estar falando a verdade quando dizia que você era minha vida, que não sobreviveria sem você, porque minha felicidade está aqui, em meu rosto brilhando, na chuva ou no sol, inverno ou primavera, descalça ou de salto alto, tênis, moletom, de qualquer jeito, com qualquer roupa, aonde quer que eu vá meu sorriso me acompanha, porque ele é meu amigo, ele é meu amor. Meu espelho ainda hoje me falou, depois de um enorme sorriso vindo depois de longas horas de lágrimas imparáveis, que eu sou linda, com você, e sem você. O que vai mudar a minha beleza - por dentro e por fora - são minhas atitudes diante das tuas - um tanto covardes, posso afirmar. Porque falar é muito fácil, não é mesmo? Enganar, iludir, é fácil demais, isso qualquer um consegue, o que eu não sei e realmente não consigo entender é o que você ganha com isso, minhas lágrimas te fazem bem? Ver minh’alma sangrando te leva sorrisos, alegria? Isso é uma doença, sabia? Não vim pra esta vida, pra este mundo pra conviver com doentes psicopatas, de mentes miúdas e sem nexo, não vim, sinceramente. E eu sou muito mais do que você poderia ser, entende? Olha pra mim, olha bem dentro de meus olhos, são lindos, não é mesmo? Dá pra ver também minha alma, meus pensamentos? Só você predominava em tudo dentro de mim. Mas eu nunca fui tua, sabe? Eu só fui e sou de mim mesma, sempre serei. Eu também posso mentir, enganar, iludir, te iludir…
Mas não, nunca fiz, porque nunca me igualaria à ti, minh’alma é linda, não sou doente, entende? Estou longe e sempre estarei de qualquer coisa que possa chegar perto do que você é. Doença… Não tem tratamento. Vergonha na cara, sabe? Quer uma dose?
J *
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